domingo, 3 de maio de 2009

Sétimo poema do ciclo Ângela, na edição de James Amado.

''Anjo no nome, Angélica na cara.

Isso é ser flor, e Anjo juntamente,

Ser Angélica flor, e Anjo florente,

em quem, senão em vós se uniformara?

Quem veria uma flor, que a não cortara

De verde pé, de rama florescente?

E quem um Anjo vira tão luzente,

Que por seu Deus, o não idolatrara?

Se como Anjo sois dos meus altares,

Fôreis o meu custódio, e minha guarda,

Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,

Posto que os Anjos nunca dão pesares,

Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda. ''





Gregório de Matos




[BY LANE MASCARENHAS]

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